A descoberta mais impactante ocorreu no Vale do Upano, no Equador. Em 2024, pesquisadores liderados por Stéphen Rostain usaram LiDAR para mapear 300 km².
Eles identificaram mais de 6 mil plataformas de terra, ruas largas, praças e uma rede de estradas conectando 15 assentamentos.
Essas cidades datam de 500 a.C. a 600 d.C., com população estimada entre 10 mil e 30 mil habitantes.
Rostain descreveu como “um vale perdido de cidades”.
Outras descobertas incluem geoglifos no Acre brasileiro e assentamentos na Bolívia, com pirâmides e sistemas de água.
Mais recentemente, em Rondônia, o LiDAR redescobriu cidades coloniais portuguesas do século 18, como Lamego.
Esses achados provam que a Amazônia abrigou civilizações complexas por milênios.
Dica Prática de Quem Usa: Em projetos de mapeamento que acompanhei, combine LiDAR com dados de satélite para priorizar áreas. Isso economiza tempo e revela estruturas que escavações aleatórias nunca encontrariam.


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Como o LiDAR e a IA Estão Revolucionando a Arqueologia Amazônica
O LiDAR gera nuvens de pontos massivas. A IA classifica automaticamente features, distinguindo montes naturais de artificiais.
No Upano, isso acelerou a identificação de milhares de estruturas.
Arqueólogos como Christopher Fisher, especialista em LiDAR nas Américas, afirmam: “O LiDAR tem sido transformador para a arqueologia”.
Ele destaca que revelações na Amazônia mostram populações maiores e modificações paisagísticas mais intensas do que imaginado.
Estimativas sugerem que até 24 mil earthworks ainda estão escondidos, aguardando mapeamento.
Essas tecnologias não só encontram cidades perdidas, mas reescrevem a história indígena pré-colombiana.
Lista de Principais Descobertas Recentes com LiDAR na Amazônia
- Vale do Upano (Equador, 2024): Rede de 15 cidades com 6 mil plataformas, estradas de até 25 km e campos agrícolas. Ocupação de 2.500 anos.
- Llanos de Mojos (Bolívia): Pirâmides de 22 metros, canais e assentamentos interconectados da cultura Casarabe (500-1400 d.C.).
- Acre e Rondônia (Brasil): Geoglifos circulares e quadrados, além de cidades coloniais como Lamego, redescobertas em 2024-2025.
- Outros sítios: Milhares de montes e terra preta (solo fértil antropogênico) indicam domesticação de plantas como cacau e castanha.
| Descoberta | Localização | Idade Aproximada | Principais Estruturas | População Estimada |
|---|---|---|---|---|
| Vale do Upano | Equador | 500 a.C. – 600 d.C. | 6.000 plataformas, estradas retas, canais | 10.000 – 30.000 |
| Casarabe | Bolívia | 500 – 1400 d.C. | Pirâmides, reservatórios, causeways | Milhares por sítio |
| Geoglifos Acre | Brasil | Até 2.000 anos | Círculos e quadrados gigantes | Grupos organizados |
| Lamego | Rondônia, Brasil | Século 18 | Ruas planejadas, fortificações | Centenas |
Essa tabela compara as escalas e complexidades, mostrando diversidade de urbanismo amazônico.
O Papel da Inteligência Artificial nas Descobertas Amazônicas
A IA vai além do processamento inicial. Modelos de deep learning treinados em dados LiDAR detectam anomalias com precisão superior a humanos.
Em projetos recentes, IA ajudou a prever locais potenciais baseando-se em padrões de solo e vegetação.
Como disse Stéphen Rostain: “Era um vale perdido de cidades”.
Com IA, arqueólogos planejam mapear áreas maiores, integrando dados climáticos e ecológicos.
Isso não só encontra cidades, mas entende como antigas sociedades gerenciavam recursos sustentavelmente – lição valiosa hoje.
Dica Prática: Use ferramentas open-source como CloudCompare para visualizar dados LiDAR iniciais. Combine com bibliotecas Python de IA (como scikit-learn) para classificação simples de features.
Impactos das Cidades Perdidas na Compreensão da Amazônia Atual
Essas cidades mostram que a Amazônia não era “virgem”. Povos antigos moldaram a floresta com agricultura intensiva, criando terra preta que enriquece solos até hoje.
Muitas árvores domesticadas, como castanha-do-pará, concentram-se perto de sítios antigos.
O desmatamento ameaça esses patrimônios. Proteger áreas reveladas por LiDAR é urgente.
Arqueóloga Carla Jaimes Betancourt afirma: “O LiDAR está revolucionando nossa compreensão da Amazônia pré-colombiana”.
As descobertas destacam diversidade cultural indígena, combatendo visões eurocêntricas.

Civilização pré-colonial na Amazônia boliviana construiu “cidades …
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Conclusão: O Futuro das Explorações com LiDAR e IA na Amazônia
As cidades perdidas reveladas pelo LiDAR e analisadas por IA provam que a Amazônia foi palco de civilizações sofisticadas.
De redes urbanas antigas a assentamentos coloniais, essas tecnologias iluminam o escuro da floresta.
Mais descobertas virão, redefinindo a história humana na região.
Preservar esses sítios exige ação imediata contra desmatamento.
O legado dessas sociedades inspira sustentabilidade moderna.

Graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Mestrando em IA no Instituto de Computação da UFF (nota máxima no CAPES). Palestrante e Professor de Inteligência Artificial e Linguagem de Programação; autor de livros, artigos e aplicativos.
Professor do Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial da UFF (GT-IA/UFF) e do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade (LITS/UFF), entre outros projetos.
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💫 Apaixonado pela vida, pelas amizades, pelas viagens, pelos sorrisos, pela praia, pelas baladas, pela natureza, pelo jazz e pela tecnologia.