As Principais Descobertas de Cidades Perdidas com IA e LiDAR na Amazônia

A descoberta mais impactante ocorreu no Vale do Upano, no Equador. Em 2024, pesquisadores liderados por Stéphen Rostain usaram LiDAR para mapear 300 km².

Eles identificaram mais de 6 mil plataformas de terra, ruas largas, praças e uma rede de estradas conectando 15 assentamentos.

Essas cidades datam de 500 a.C. a 600 d.C., com população estimada entre 10 mil e 30 mil habitantes.

Rostain descreveu como “um vale perdido de cidades”.

Outras descobertas incluem geoglifos no Acre brasileiro e assentamentos na Bolívia, com pirâmides e sistemas de água.

Mais recentemente, em Rondônia, o LiDAR redescobriu cidades coloniais portuguesas do século 18, como Lamego.

Esses achados provam que a Amazônia abrigou civilizações complexas por milênios.

Dica Prática de Quem Usa: Em projetos de mapeamento que acompanhei, combine LiDAR com dados de satélite para priorizar áreas. Isso economiza tempo e revela estruturas que escavações aleatórias nunca encontrariam.

Pesquisa revela "cidades" da Amazônia pré-hispânica – DW – 12/06/2022

dw.com

Laser detecta geoglifos escondidos na Amazônia. – Instituto ...

geoglifosdaamazonia.org.br

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Como o LiDAR e a IA Estão Revolucionando a Arqueologia Amazônica

O LiDAR gera nuvens de pontos massivas. A IA classifica automaticamente features, distinguindo montes naturais de artificiais.

No Upano, isso acelerou a identificação de milhares de estruturas.

Arqueólogos como Christopher Fisher, especialista em LiDAR nas Américas, afirmam: “O LiDAR tem sido transformador para a arqueologia”.

Ele destaca que revelações na Amazônia mostram populações maiores e modificações paisagísticas mais intensas do que imaginado.

Estimativas sugerem que até 24 mil earthworks ainda estão escondidos, aguardando mapeamento.

Essas tecnologias não só encontram cidades perdidas, mas reescrevem a história indígena pré-colombiana.

Lista de Principais Descobertas Recentes com LiDAR na Amazônia

  • Vale do Upano (Equador, 2024): Rede de 15 cidades com 6 mil plataformas, estradas de até 25 km e campos agrícolas. Ocupação de 2.500 anos.
  • Llanos de Mojos (Bolívia): Pirâmides de 22 metros, canais e assentamentos interconectados da cultura Casarabe (500-1400 d.C.).
  • Acre e Rondônia (Brasil): Geoglifos circulares e quadrados, além de cidades coloniais como Lamego, redescobertas em 2024-2025.
  • Outros sítios: Milhares de montes e terra preta (solo fértil antropogênico) indicam domesticação de plantas como cacau e castanha.
DescobertaLocalizaçãoIdade AproximadaPrincipais EstruturasPopulação Estimada
Vale do UpanoEquador500 a.C. – 600 d.C.6.000 plataformas, estradas retas, canais10.000 – 30.000
CasarabeBolívia500 – 1400 d.C.Pirâmides, reservatórios, causewaysMilhares por sítio
Geoglifos AcreBrasilAté 2.000 anosCírculos e quadrados gigantesGrupos organizados
LamegoRondônia, BrasilSéculo 18Ruas planejadas, fortificaçõesCentenas

Essa tabela compara as escalas e complexidades, mostrando diversidade de urbanismo amazônico.

O Papel da Inteligência Artificial nas Descobertas Amazônicas

A IA vai além do processamento inicial. Modelos de deep learning treinados em dados LiDAR detectam anomalias com precisão superior a humanos.

Em projetos recentes, IA ajudou a prever locais potenciais baseando-se em padrões de solo e vegetação.

Como disse Stéphen Rostain: “Era um vale perdido de cidades”.

Com IA, arqueólogos planejam mapear áreas maiores, integrando dados climáticos e ecológicos.

Isso não só encontra cidades, mas entende como antigas sociedades gerenciavam recursos sustentavelmente – lição valiosa hoje.

Dica Prática: Use ferramentas open-source como CloudCompare para visualizar dados LiDAR iniciais. Combine com bibliotecas Python de IA (como scikit-learn) para classificação simples de features.

Impactos das Cidades Perdidas na Compreensão da Amazônia Atual

Essas cidades mostram que a Amazônia não era “virgem”. Povos antigos moldaram a floresta com agricultura intensiva, criando terra preta que enriquece solos até hoje.

Muitas árvores domesticadas, como castanha-do-pará, concentram-se perto de sítios antigos.

O desmatamento ameaça esses patrimônios. Proteger áreas reveladas por LiDAR é urgente.

Arqueóloga Carla Jaimes Betancourt afirma: “O LiDAR está revolucionando nossa compreensão da Amazônia pré-colombiana”.

As descobertas destacam diversidade cultural indígena, combatendo visões eurocêntricas.

Civilização pré-colonial na Amazônia boliviana construiu "cidades ...

cnnbrasil.com.br

Civilização pré-colonial na Amazônia boliviana construiu “cidades …

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Conclusão: O Futuro das Explorações com LiDAR e IA na Amazônia

As cidades perdidas reveladas pelo LiDAR e analisadas por IA provam que a Amazônia foi palco de civilizações sofisticadas.

De redes urbanas antigas a assentamentos coloniais, essas tecnologias iluminam o escuro da floresta.

Mais descobertas virão, redefinindo a história humana na região.

Preservar esses sítios exige ação imediata contra desmatamento.

O legado dessas sociedades inspira sustentabilidade moderna.

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